Bull Market X Bear Market: entenda as diferenças do mercado

Bull Market e Bear Market são dois termos bastante utilizados por quem transita no mercado de renda variável. Apesar se serem muito parecidos, seus significados são opostos, e entende-los pode ser a diferença entre ganhar e perder dinheiro.

As simbologias do Touro e do Urso são utilizadas para representar as tendências de alta e baixa do mercado, respectivamente. Além dessas expressões, os adjetivos Bullish e Bearish também foram incorporadas ao mundo dos investimentos.

Bull Market ou Bullish

Bull Market, ou Mercado do Touro, é a representação simbólica para o mercado que está em alta. É o momento mais otimista, quando os investidores – Bullish – acreditam que o preço das ações irá aumentar em pouco tempo.

A figura do Touro é utilizada para simbolizar a alta do mercado pela sua atitude de ataque. O touro utiliza seus chifres para atacar, e seus golpes fazem com que suas presas sejam jogadas para cima.

Então, quando mercado está em alta com promessas de crescimento e de altos rendimentos, utiliza-se a expressão Bull Market. O Touro representa energia, força e garra.

O Bull Market se dá, de fato, quando existe uma alta de 20% após uma queda anterior, também de 20%. Isso acaba gerando um crescimento em cadeia, como por exemplo, o número de empregos e o PIB de um país.

Assim, nessa onda de expectativas e otimismos, a economia se solidifica e cria diversas oportunidades. Acabam sendo a causa e a consequência ao mesmo tempo, impulsionando e sendo impulsionado pelo mercado de ações.

Mas o Bull Market não são apenas números e percentuais, mas sim um contexto de expectativas. E a sua duração não é previsível, podendo durar desde alguns meses até vários anos.

Bear Market ou Bearish

Bear Market, ou Mercado do Urso, é a representação simbólica para o mercado que está em baixa. Esse é um momento mais pessimista, e os investidores – Bearish – sabem que o preço das ações está em queda.

A figura do Urso é aplicada na baixa do mercado, pois simboliza a sua maneira de ataque. O urso utiliza suas patas para atacar, em um movimento de cima para baixo, na tentativa de esmagar suas presas.

Assim, quando o mercado está em baixa, sem perspectivas de crescimento para o curto prazo, a expressão Bear Market é utlizada. O Urso também representa a época da hibernação.

O Bear Market acontece quando o valor dos ativos atinge uma queda de mais de 20%. Em um contexto mais amplo, essa queda precisa atingir praticamente 80% ou mais dos títulos disponíveis.

Entretanto, o Bear Market não pode ser definido só em números. Ele também é um momento de profundo pessimismo generalizado. E o período de duração é imprevisível até que se reverta em alta novamente.

O movimento do Bear Market pode ser destrutivo para a economia de um país. Pois em um momento de queda de ações, pode gerar redução no número de empregos, no PIB e fazer aumentar as taxas de juros.

Bull Market X Bear Market

Para quem tem um olhar clínico e consegue enxergar as tendências de mercado, acaba tirando muito proveito. Saber anteceder os movimentos do mercado de ações é fator decisivo de sucesso ou insucesso.

Os investidores mais experientes, em geral, conseguem antever essas oscilações e acabam ganhando muito dinheiro. Quando uma tendência de alta se pronuncia, o ideal é a compra de papéis por valores mais baixos.

No entanto, quando o jogo vira e uma tendência de queda é vislumbrada, o ideal é a venda desses ativos. O ideal é sempre aliar a compra e venda de ações quando mercado está para virar.

Mas relembrando que esses momentos de virada podem demorar a acontecer, pois os períodos de Bull Market e Bear Market podem demorar meses ou até anos. Assim, é preciso ter paciência e observar as tendências.

Mas independente se o mercado está em alta ou em baixa, a diversificação dos investimentos é válida. Pois dessa forma, mesmo que o mercado esteja oscilante, os rendimentos variados sofrem menos.

Charging Bull – o Touro em Investida

O Touro de Wall Street, também conhecido como Charging Bull, é a simbologia clássica da Bolsa de Nova York. A escultura de bronze chama a atenção de quem passa pela Bowling Green, em Manhattan.

Com mais de 3 metros de altura e pesando 3,5 toneladas, o “Touro em investida” representa o mercado financeiro. Idealizada por Arturo de Modica, a obra foi finalizada em dezembro de 1989.

Tendo como inspiração o crash da Bolsa em 1987, quando houve a queda de 22% no mesmo dia. Então, a escultura simboliza o poder e a força do povo americano.

Para muitos, o Touro de Wall Street é a representação do anticapitalismo, da opressão e da ganância. Simbologias à parte, o certo é que o Touro é forte e sempre tem garra para mais.

CVM: qual o seu papel no mercado de ações?

Investir no mercado de ações parece ter se tornado tendência nos últimos tempos, principalmente com as abruptas quedas das taxas de juros. Parece que o brasileiro tem olhado com mais afeto para o mercado de renda variável.

No entanto, a falta de uma cultura de investimentos ainda é fator de medo e receio para muitos. Além da desinformação, que acaba corroborando para que pessoas confiem e invistam em empresas não regulamentadas.

Como é o caso das famosas pirâmides financeiras e suas promessas de ganhos rápidos, fáceis e super rentáveis. Mas para proteger os investidores e desenvolver o mercado financeiro de forma salutar é que existe a CVM.

Comissão de Valores Mobiliários

A Comissão de Valores Mobiliários – CVM, está vinculada diretamente ao Ministério da Economia. Essa entidade autárquica foi criada em dezembro de 1976 e tem como missão a fiscalização e a normatização do mercado brasileiro de valores mobiliários.

Além disso, tem em sua missão o desenvolvimento da economia com base na livre iniciativa. Ou seja, ela resguarda os interesses dos investidores e do mercado de investimentos, fomentando, assim, a economia brasileira.

Assim, a CVM propicia que todos tenham acesso seguro às informações sobre o mercado financeiro. E, dessa forma, possibilita a democratização e o aumento do número de investidores e de empresas no mercado de capitais.

Com sede no Rio de Janeiro, sua administração atua de forma independente ao poder público. A gestão é feita por um colegiado formado por um presidente e mais quatro diretores, todos nomeados pelo Presidente da República.

Contudo, esse colegiado também passa pela aprovação do Senado e possui mandato de 5 anos. E sua jurisdição abarca todo o território brasileiro, tanto em pessoas físicas quanto jurídicas.

Atuação da CVM

O funcionamento do mercado de valores mobiliários é disciplinado diretamente pela CVM com base na Lei 6.385/76. E dentre suas atividades, estão:

  • Emissão e distribuição dos valores mobiliários no mercado;
  • Negociação e intermediação nos mercados de valores mobiliários e de derivativos;
  • Organização, funcionamento e operação da Bolsa de Valores e da Bolsa de Mercadorias e Futuros;
  • Administração de carteiras e custódia dos valores mobiliários;
  • Auditoria para abertura de companhias;
  • Consultoria e análise de valores mobiliários;
  • Regulamentar as sociedades por ações;
  • Fiscalizar atividades pertinentes ao mercado de valores mobiliários;
  • Averiguar pessoas e informações vinculadas ao mercado de valores mobiliários.

Sua atuação é totalmente imparcial, o que garante a segurança e o direito dos investidores. Tanto daqueles que investem em renda variável quanto daqueles que aplicam seu dinheiro em renda fixa.

Assim, com base nestas prerrogativas, a CVM possui competência para examinar qualquer registro contábil. Ou até mesmo intimar empresas públicas e privadas para prestar informações sobre suas demonstrações financeiras.

Além disso, também pode aplicar advertência, multa, suspensão, inabilitação e cassação. Ou seja, possui autoridade máxima no que tange qualquer implicação dentro do mercado de investimentos.

O que são Valores Mobiliários?

Valores Mobiliários são todo e qualquer título de crédito ou de propriedade, emitidos tanto por órgãos públicos quanto privados. Dentre estes títulos, temos:

  • Ações, cupons cambiais, bônus de subscrição, debêntures;
  • Contratos futuros e derivativos;
  • Notas comerciais e certificados de depósitos de valores mobiliários.

Portanto, qualquer emissão, distribuição ou negociação desses títulos só poderá ser realizada com autorização da CVM. Contudo, títulos da dívida pública e títulos cambiais de instituições financeiras não são considerados valores mobiliários.

Além destas regulamentações, a CVM também faz a supervisão da Bolsa de Valores. Assim como profissionais e empresas que atuam neste setor devem ser autorizados e certificado pela entidade!