Bitcoin: o que mais assusta os investidores?

A criptomoeda mais conhecida no mundo ainda gera desconforto, desconfiança e insegurança para a maioria dos investidores. E muito em função da grande variação que esta moeda digital e as altcoins sofrem.

Além disso, a falta de regulamentação no mercado de criptos corrobora para esta situação de poucos investimentos e muitas desconfianças.

A falta de regulamentação ainda é impeditivo

No Brasil, o mercado de criptomoedas ainda é carente de uma regulamentação que propicie maior segurança. E isso acaba fazendo com que muitos investidores se afastem do mercado das moedas digitais.

Por ter uma característica descentralizada, o Bitcoin e as outras altcoins não pertencem a qualquer país. Ou seja, elas são universais e não podem ser controladas pelo tradicional sistema financeiro.

No Brasil, a CVM é o órgão regulador do mercado de capitais. Porém, a autarquia não possui qualquer gerência sobre a regulamentação das criptomoedas.

No entanto, a instituição tem atuado de forma punitiva em casos de suspeitas, como nos episódios das pirâmides financeiras. Em conjunto com a Receita Federal e com o MP, a CVM busca manter o mercado salutar.

Contudo, a Receita Federal, por meio da Instrução Normativa 1.888, torna obrigatória a declaração das transações feitas pelas Exchanges. Mesmo assim, a regulamentação desse mercado ainda está longe de acontecer.

A alta volatilidade

Assim como no mercado de capitais, onde há o envolvimento de grandes riscos, o criptomercado também é volátil. E essa característica é ponto fundamental para afastar os investidores mais conservadores.

O fato de as moedas digitais oscilarem de forma tão vertiginosa acaba implicando na desconfiança e no afastamento. E muitas vezes abrindo as portas para informações desencontradas e para a criação de negócios suspeitos, como as pirâmides financeiras.