Reserva de Emergência: você já fez a sua?

Para quem busca uma vida financeira mais saudável, certamente também busca por investimentos que possam lhe propiciar isto. Seja em renda fixa, renda variável, mercado imobiliário.

Mas antes de aplicar seu dinheiro em algum tipo de investimento, é primordial fazer uma reserva de emergência. Pois é ela que irá te ajudar (e muito!) a enfrentar os períodos de “vacas magras”. Mas o que é a Reserva de Emergência?

O que é a Reserva de Emergência?

A reserva de emergência é um fundo, uma reserva de dinheiro, para ser utilizado em casos de urgência. Ou seja, esse montante deve ser usado quando acontece algo inesperado e de custo elevado, evitado de recorrer ao limite especial do banco.

Esse valor servirá para aquelas despesas urgentes e que fogem ao seu planejamento financeiro mensal. Assim, suas despesas recorrentes não serão comprometidas com gastos imprevistos.

Como fazer a Reserva de Emergência?

Não existe uma regra, uma receita de bolo sobre o valor exato da sua reserva de emergência. Algumas pessoas juntam o equivalente a 3 ou 6 meses das despesas médias mensais.

Outros preferem juntar um período maior, equivalente a 12 meses de despesas. Mas independente da quantia, o importante é começar. E um bom começo é listar as suas despesas mensais, tanto as fixas quanto as variáveis.

Ao tornar esse controle de gastos um hábito, ele já começa a lhe dar uma visão do seu (des)equilíbrio financeiro. Ou seja, você começa a ter noção sobre as suas receitas e as suas despesas e onde os seus gastos mais pesam.

A partir daí, você pode começar a separar uma parte do seu dinheiro para montar sua reserva de emergência. Seja 5%, 10%, 15% ou mais da sua receita mensal. E invista essa quantia em alguma aplicação que obedeça aos seguintes critérios:

  • Alta liquidez;
  • Baixo risco.

 Ou seja, sua reserva de emergência precisa estar aplicada em algo que seja seguro e que você terá acesso no exato momento que precisar. Portanto, priorize investimentos mais conservadores, como a renda fixa.

Onde investir sua Reserva de Emergência?

Considerando que a sua reserva de emergência deverá estar disponível no exato momento em que você precisar, pesquise por investimentos de maior liquidez. Alguns exemplos de investimentos são:

  • Tesouro Selic
  • CDB
  • Fundos DI
  • LCA e LCI

O mercado de renda fixa oferece boas opções em fundos de investimentos para colocar a sua reserva de emergência. E todas elas tão seguras quanto, porém com rendimentos acima da poupança.

A construção da reserva de emergência é a garantia da sua tranquilidade nos momentos de imprevisibilidade. Além disso, é ela que vai te auxiliar a desenvolver um perfil de investidor!

CVM: qual o seu papel no mercado de ações?

Investir no mercado de ações parece ter se tornado tendência nos últimos tempos, principalmente com as abruptas quedas das taxas de juros. Parece que o brasileiro tem olhado com mais afeto para o mercado de renda variável.

No entanto, a falta de uma cultura de investimentos ainda é fator de medo e receio para muitos. Além da desinformação, que acaba corroborando para que pessoas confiem e invistam em empresas não regulamentadas.

Como é o caso das famosas pirâmides financeiras e suas promessas de ganhos rápidos, fáceis e super rentáveis. Mas para proteger os investidores e desenvolver o mercado financeiro de forma salutar é que existe a CVM.

Comissão de Valores Mobiliários

A Comissão de Valores Mobiliários – CVM, está vinculada diretamente ao Ministério da Economia. Essa entidade autárquica foi criada em dezembro de 1976 e tem como missão a fiscalização e a normatização do mercado brasileiro de valores mobiliários.

Além disso, tem em sua missão o desenvolvimento da economia com base na livre iniciativa. Ou seja, ela resguarda os interesses dos investidores e do mercado de investimentos, fomentando, assim, a economia brasileira.

Assim, a CVM propicia que todos tenham acesso seguro às informações sobre o mercado financeiro. E, dessa forma, possibilita a democratização e o aumento do número de investidores e de empresas no mercado de capitais.

Com sede no Rio de Janeiro, sua administração atua de forma independente ao poder público. A gestão é feita por um colegiado formado por um presidente e mais quatro diretores, todos nomeados pelo Presidente da República.

Contudo, esse colegiado também passa pela aprovação do Senado e possui mandato de 5 anos. E sua jurisdição abarca todo o território brasileiro, tanto em pessoas físicas quanto jurídicas.

Atuação da CVM

O funcionamento do mercado de valores mobiliários é disciplinado diretamente pela CVM com base na Lei 6.385/76. E dentre suas atividades, estão:

  • Emissão e distribuição dos valores mobiliários no mercado;
  • Negociação e intermediação nos mercados de valores mobiliários e de derivativos;
  • Organização, funcionamento e operação da Bolsa de Valores e da Bolsa de Mercadorias e Futuros;
  • Administração de carteiras e custódia dos valores mobiliários;
  • Auditoria para abertura de companhias;
  • Consultoria e análise de valores mobiliários;
  • Regulamentar as sociedades por ações;
  • Fiscalizar atividades pertinentes ao mercado de valores mobiliários;
  • Averiguar pessoas e informações vinculadas ao mercado de valores mobiliários.

Sua atuação é totalmente imparcial, o que garante a segurança e o direito dos investidores. Tanto daqueles que investem em renda variável quanto daqueles que aplicam seu dinheiro em renda fixa.

Assim, com base nestas prerrogativas, a CVM possui competência para examinar qualquer registro contábil. Ou até mesmo intimar empresas públicas e privadas para prestar informações sobre suas demonstrações financeiras.

Além disso, também pode aplicar advertência, multa, suspensão, inabilitação e cassação. Ou seja, possui autoridade máxima no que tange qualquer implicação dentro do mercado de investimentos.

O que são Valores Mobiliários?

Valores Mobiliários são todo e qualquer título de crédito ou de propriedade, emitidos tanto por órgãos públicos quanto privados. Dentre estes títulos, temos:

  • Ações, cupons cambiais, bônus de subscrição, debêntures;
  • Contratos futuros e derivativos;
  • Notas comerciais e certificados de depósitos de valores mobiliários.

Portanto, qualquer emissão, distribuição ou negociação desses títulos só poderá ser realizada com autorização da CVM. Contudo, títulos da dívida pública e títulos cambiais de instituições financeiras não são considerados valores mobiliários.

Além destas regulamentações, a CVM também faz a supervisão da Bolsa de Valores. Assim como profissionais e empresas que atuam neste setor devem ser autorizados e certificado pela entidade!

Como investir na Bolsa de Valores

Investir na Bolsa de Valores ainda é algo distante e que mexe com o imaginário de muitos. A dinâmica de investimentos em renda variável nem sempre é bem compreendida, o que acaba gerando dúvidas para a maioria.

Tanto é fato, que no Brasil apenas 1% da população investe no mercado de valores mobiliários. Isso acontece, muito em função, da pouca ou nenhuma cultura de investimentos que falta para os milhares de brasileiros.

Além disso, a Bolsa de Valores ainda é vista como lugar onde apenas os ricos e milionários fazem parte. Mas está mais do que na hora de quebrar esse paradigma e mostrar que qualquer pessoa pode investir na Bolsa de Valores!

Um pouco sobre a Bolsa de Valores

Inicialmente, é preciso entender que a Bolsa de Valores é o ambiente onde são negociados os valores mobiliários. Ou seja, onde as empresas disponibilizam pequenas partes de seu capital aos investidores interessados.

A bolsa de valores brasileira surgiu em 1890, passando por várias mudanças ao longo dos anos. Até que em 1967 ela se torna a Bolsa de Valores de São Paulo, ou também chamada de Bovespa.

No ano de 2008, a Bovespa e BM&F iniciam o processo de fusão, dando origem a BM&F Bovespa. E em 2017, em nova fusão com a Cetip (Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos) surge a B3 (Brasil, Bolsa, Balcão).

Mas, independente de nomes e fusões, o mais importante é entender a relevância da Bolsa de Valores no mercado brasileiro. Pois é por meio dela que uma sociedade se torna mais rica e mais desenvolvida.

Ambiente de negociação

A Bolsa de Valores (B3) é o ambiente criado para as negociações de valores mobiliários. Nesse “local”, as empresas que buscam investimentos para fomentar seus projetos, disponibilizam parte do seu capital para novos acionistas.

Ou seja, a B3 faz a interação entre compradores e vendedores, porém de uma forma totalmente organizada e segura. Assim, vendedores ficam assegurados de receber o dinheiro e os compradores de receber suas ações.

Outro papel fundamental da Bolsa de Valores é a salvaguarda dos títulos negociados entre as empresas e os investidores. Para tanto, foi criada a CLBC – Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia.

Além disso, todo o volume de negociação realizada neste ambiente é mensurado pelo Ibovespa (IBOV). Esse índice mede o volume e o desempenho das empresas que estão listadas na B3.

Como funciona a B3

Quando uma empresa busca capital na B3, ela faz o chamado IPO – Oferta Pública Inicial. Ou seja, ela disponibiliza parte de seus ativos, em troca de dinheiro, para aqueles que querem investir em suas ações.

Com o aporte de dinheiro, estas empresas podem investir em tecnologia, expansão e diversas outras melhorias. Já para aqueles que adquiriram as ações e se tornaram acionistas, a expectativa é de receber lucros e dividendos destas empresas.

Mas para quem quer se tornar um investidor nesse mercado, é necessário ter conta em uma corretora de valores. Pois toda essa dinâmica só é possível por meio das corretoras e suas plataformas de negociação.

Além disto, é imprescindível estudar sobre este mercado. Entender sobre as análises técnica fundamentalista, acompanhar os especialistas em mercado financeiro e, principalmente, conhecer a saúde financeira a qual se quer investir.

Investir na bolsa é algo simples e não requer grande quantidade de dinheiro. Mas por se tratar de aplicações com alto risco, requer muito estudo, conhecimento e planejamento!